segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
É aqui mesmo!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Janela para o mundo
Viajar, no fundo, é ver que é igual
O drama que mora em cada um de nós
Descobrir no longe o que já estava em nossas mãos
Minha vida brasileira é uma vida universal
É o mesmo sonho, é o mesmo amor
Traduzido para tudo o que o humano for
Olhar o mundo é conhecer
Tudo o que eu já teria de saber
(...)
Estrangeiro eu não vou ser
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Preciso
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Da (im) previsibilidade da vida
Michele Prado
e independente, planejada nos mínimos detalhes, permite apenas que a amiga Crystal partilhe de sua intimidade.
Com as reviravoltas do destino, Lily vê sua vida de pernas pro ar quando perde a amiga e o ex-marido dela, o golfista Derek Maguire. A professora aproxima-se então do descompromissado Sean Maguire para educar as três crianças, agora órfãs, do casal. A partir daí, solidão, crises da adolescência e dos relacionamentos não são poupados na narrativa, mas Wiggs peca ao tornar o final do livro um tanto quanto previsível.
A autora utiliza como fio condutor a imprevisibilidade da vida, mas torna a história usual. A mocinha sofre horrores, encontra um sapo, que depois revela-se príncipe – e termina feliz para sempre. Partindo dessa óptica, o livro não passa de mais um nas prateleiras.
No entanto, o que o torna envolvente é a maneira como Wiggs faz o leitor debruçar-se sobre o texto e mergulhar na história, mesmo antevendo o seu final. É interessante como ela desnuda parte da complexa teia que envolve os relacionamentos familiares, desde as marcas que a falta de diálogo e união deixam em um indivíduo até as delícias e prazeres que somente uma família ligada por estreitos laços de amor possuem.
Mesa para Cinco
...........................
Susan Wiggs
Bertrand Brasil
448 págs.
$49
* Publicado na Revista Paradoxo
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A mancada
Coloquei meu fone no ouvido e embalada pela mpb da nova aguardei até chegar minha vez. Quando embarquei vi que tinha sobrado apenas o banco dos velhinhos e das gestantes. Droga, droga! Aposto que vai ser só eu sentar para chegar alguém e eu ter que levantar e ir amassada. Como é dura essa vida de baixinha.
Dito e feito. Quando a lotação tava cheia, mas bem cheia até ter gente se apoiando na porta, entrou um moça, blusa preta e barrigão redondinho. Olhei bem. Vai que ela tá gordinha e não grávida. Olhei bem de novo. Não, tá grávida, sim, vou levantar.
- Moça, moça! Ó, senta aqui – eu disse.
Ela me olhou bem, da cabeça aos pés. E eu já de livro, mp3 e bolsa na mão, pronta pra levantar. O olhar dela variava num misto de surpresa e raiva.
- Eu não tô gestante não! – gritou bem alto, pra todo mundo ouvir.
- Ah… tá. – respondi, voltando a sentar.
Acho que nunca fiquei tão sem graça em toda minha vida. Que vergonha, meu Deus. Que vergonha…

Ah! O simpático bichinho da foto é uma ema do sítio Santo Antônio, em Santa Isabel - SP.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Amadureça 10 anos em 2 meses
"Perca a pessoa que ama. Descubra-se à beira da falência. Acorde de um coma. Reconquiste uma grande amiga".
Foi mais ou menos assim que ele me contou.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Mudanças à vista
Os olhos fixam um ponto qualquer, perdidos num emaranhado de pensamentos... Eu tento escrever, tento traduzir minhas idéias em palavras.
Todos queremos uma vida melhor. Todos cultivamos, desde a meninice, a esperança no chamado "futuro promissor". Se antes o sonho era ser um jogador de futebol ou uma dançarina de balé, agora a realidade nos trás à tona e mostra às aptidões que desenvolvemos com os anos: a paixão pela comunicação.
Viramos gente grande? Acho que sim. E com o grande da idade surgem também as grandes responsabilidades, as grandes decisões, as grandes conseqüências... E os olhos se enchem de grandes lágrimas.
Sempre gostei de comparar minha vida com um rio: é preciso seguir um curso, avançar pelos obstáculos do caminho para então, desembocar num vasto oceano. Agora sua vida também é como um rio. É o Rio. É no Rio. Sei que o anseio para chegar ao oceano é grande e justamente por isso você trata de apressar a correnteza e pedir passagem por entre as pedras. E você está certo. Seu destino é a imensidão das águas.
Eu queria que o meu rio corresse em direção ao teu mar, mas a vida tem seus próprios caminhos, muito mais sábios que os nossos.
Seja feliz da maneira que você escolheu. Este é o meu desejo.
Michele Prado
Verão de 2007.

