segunda-feira, 19 de maio de 2008

Jardim



Não basta aspirar o
perfume das rosas;
é preciso aprender
a conviver com os
espinhos.

terça-feira, 13 de maio de 2008

120 anos de Abolição da Escravatura

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E ainda existe trabalho escravo no Brasil.

Saiba mais aqui.

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Uma camélia branca

... apenas para não esquecermos do símbolo do movimento abolicionista na luta contra a escravidão.

Quando a minha florescer, coloco uma imagem dela aqui.


domingo, 11 de maio de 2008

Once

A música como linguagem para um tema tão sutil e delicado.



É apenas uma vez.



agradecimentos especiais ao .lucas por me ensinar a colocar vídeo do youtube aqui.

Sobre homens e gaiolas



Após concluir o curso universitário, Christopher larga tudo – dinheiro, família e o que poderia ter numa carreira brilhante –, enfia uma mochila nas costas e segue rumo ao Alasca.

Dirigido por Sean Peen, Na Natureza Selvagem (Into The Wild, 2007) é inspirado no livro homônimo, escrito por Jon Krakauer. Nele, o jovem de 23 anos renega o passado e reescreve a própria história: torna-se Alexander Supertramp. Na estrada, Alex cruza o caminho de diversas pessoas, deixa um pouco de si e aprende o quão delicada são as relações humanas. Rompe a gaiola que o prende.

A estrada é a liberdade. Sua casa, a natureza.

Nada mais faz sentido: a lógica absurda de competir, construir uma carreira de sucesso, usar terno e um “pano colorido no pescoço”. Ter, ter e ter, quando tudo o que é preciso é ser.

Ser feliz, quem sabe, é morar em uma casa no campo, ter um emprego útil, livros, música, amar ao próximo, compartilhar a existência com alguém e filhos, talvez.

É preciso dar o nome certo as coisas e foi o que Christopher McCandless fez. Ousou libertar-se e buscar sua essência Na Natureza Selvagem.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Diálogos de quem fica

- Tudo bem por aí? Melhor?

- "bem" é uma palavra relativa. e as palavras pesam... como pesam. separadas por vírgulas, pontos e reticências. as mais diversas entrelinhas querendo dizer porque ou porquê. impossibilitada é palavra relativa. relato de mim, de ti. notícias que quem fora. e não volto.

- “filosofias inesperadas”... peloamordedeus!

Noutro dia...

- dia! os dias tem passado assim, com uma impressão de falta de tempo. tempo de duração. é a duração que está no tempo ou o tempo que mora na duração? o fato é que os dias têm passado sem muito tempo pra nós, que aqui estamos, a espera do tempo. li uma frase boa outro dia: "a gente mata o tempo e ele enterra a gente", não lembro de quem.

- Idiota, eu que te mandei essa frase, mas também não lembro onde li. Tenho tido a mesma sensação. Sinto os dias passarem, escorrerem por entre as mãos. A vida é só trabalhar? E o que estamos fazendo das nossas vidas?

Ah, dia!

- adia. Isso! as coisas vão sendo adiadas. independente de quem seja a frase, ela é cruel do mesmo jeito, ao mesmo tempo. cruel.

- O Relógio

Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac

- seu?

- Claro que não, besta. É do Vinicius de Moraes.

- salve Vinícius!


Em parceria com Suscitas.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A árvore generosa


Clássico de 1964, A árvore generosa é um dos livros mais conhecidos do escritor e ilustrador Shel Silverstein (1930-1999). Com tradução de Fernando Sabino, a obra foi reeditada recentemente no Brasil pela editora Cosac Naify e retrata uma das mais belas histórias que já li: o amor entre um menino e uma árvore.
Além de atentar para a necessidade de uma consciência ecológica, Silverstein nos dá uma grande lição sobre o poder do verdadeiro amor.

Quando criança, o menino adorava brincar e se balançar nos galhos da árvore e os dois passavam os dias felizes por estarem juntos. Mas o tempo passou e, com ele, o menino cresceu, tornando-se egoísta e arrogante. Raramente visitava a árvore e quando o fazia, era apenas para tirar algum proveito. Mas a árvore amava tanto o menino, que ficava radiante por poder ajudá-lo, mesmo que para isso tivesse que se anular.
Por meio de grandes silêncios embalados pelos traços singelos do autor, a história mexe no fundo da alma. Não tem como não se emocionar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Das coisas que a gente aprende na marra

Trabalhar aos sábados, domingos e feriados deixa de ser uma coisa de outro mundo;
Torna-se humanamente possível escrever três textos num único dia;
Trabalhar mais de dez horas por dia também;
Tudo é sempre pra ontem;
Sentir solidão e tristeza não são coisas de quem não tem nada pra fazer;
Dar risada e falar bobagem alivia os momentos de tensão;
É possível escrever com muito barulho ao redor;
É bem mais fácil passar por tudo isso quando existem pessoas legais por perto que ajudam e compartilham gargalhadas.